Recebi um e-mail de um Radioamador que se mostrou curioso pelo fato de eu ter escrito sobre música clássica (àquela do Alaúde) e ainda me perguntou se eu poderia dar alguma outra dica (será que ele tava me sacaneando e eu não saquei?).
Pega leve aí, ô. Qual é meu? Tá me tirando?
Confesso que fiquei meio que aturdido, mas tudo bem. O diálogo é democrático e "tamos aí".
Aproveito o ensejo não só para agradeçer ao colega para, também, explicar que não sou nenhum "expert" em Artes (música, pintura, escultura, artes cênicas, etc.).
Como cidadão comum igual à ele, também, aprecio boas músicas, passeios ao ar livre (meio que difícil isso aí em grandes cidades como o Rio), uma boa refeição, um bom QSO, etc. e tal. O problema é tempo, grana, disposição (nos dias chuvosos é muito complicado) e nas fatídicas das distâncias à serem percorridas. Tem gente que mora longe, mérmão.
Mas, tem certas coisas que não são assim tão complicadas e acredito que vale conferir.
Atendendo à solicitação sugiro, então, um "tour artístico" pelo Centro do Rio. Até nos sábados, pode-se visitar alguns Centros Culturais, como por exemplo o Centro Cultural dos Correios, o Centro Cultural do Banco do Brasil (deixa eu parar por aqui, senão vão dizer que estou recebendo "cachê" pela propaganda) e outros locais de visitação pública que são amplamente divulgados pela mídia (e "DI GRÁTIS", mano).
Tudo bem que não serão em todos os locais que se ouvirá música, mas com toda certeza se poderá observar muita arte. Bom, bonito e barato, certo?
O lanchinho tu leva de casa e vê se não enche o saco com desculpas.
Vai lá. Vai lá. É "DI GRÁTIS".
Você sabe o que é um Alaúde?
Você já ouviu a Radio MEC?
Alaúde é um instrumento musical e a Radio MEC (98.9 MHz FM, RJ), hoje, proporcionou aos seus ouvintes (por volta das 7:35) uns mais de 15 minutos de pura emoção ao transmitir música que utilizava este instrumento.
Se a memória não me trai, acho que foi: "Música para dançar, com Alaúde, do século XVII".
Do Século 17 e super legal. Simplesmente fantástica a atuação do profissional (um europeu que não consegui identificar corretamente
ao ter o seu nome declinado) com seu instrumento.
Música com harmonia, melodia, ..... magia.
Uma grata surpresa.
E daí?
Bem.
O que posso comentar?
Talvez, seja melhor escutar Música Clássica quer seja do Século XVII, quer seja de épocas passadas, do que ficar "videotizado" ou "bôbotomizado" com tantas notícias/informações que ancoram-se na desgraça, na violência, na maldade, no desrespeito às leis e à ordem e que são repetidas um sem-fim de vêzes.
É tanta porcaria que se "toca", atualmente, que os ouvidos já estão perdendo a capacidade de se ocuparem com "sons" mais equilibrados,
melodiosos.
Grande MEC.
Ontem, entre 9-10h da manhã, escutei em 40 metros uns "tais" comentando que era preciso "ressuscitar" uma certa Rodada, que acontecia naquela QRG que estavam ocupando naquele momento.
Segundo o Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa:
- "Ressuscitar": Fazer voltar a vida; ressuscitar costumes reprováveis.
- "Vida": Estado de atividade incessante, comum aos seres organizados.
Mediante o exposto, pode-se concluir que ...??
Qualquer Radioamador (Rádio-escuta) ou pessoa com razoável capacidade intelectual entenderá que:
1) Se os "tais", citados aí em cima, querem "ressuscitar" é por que eles mesmos reconhecem que "já morreu";
2) Se "já morreu" é por que a tal Rodada era de costume reprovável, daí os Radioamadores não a realizarem mais;
3) Seres organizados não vão querer "ressuscitar" o que já foi reprovado/banido/descartado/abandonado pela própria categoria.
Trocando em miúdos: Ninguém quer lixo. Lixo é para ser jogado fora.
Será que esses "tais" tem a capacidade de poderem concluir isso?
Como se fôsse possível quantificar uma calamidade.
Percebi uma certa dificuldade das pessoas para entender os tais dos 300 milímetros de precipitação pluviométrica que desabaram sobre o Rio de Janeiro, mesmo com as explicações que foram dadas na TV.
Tentarei fazer um exercício, se não:
- O seu Transceptor de HF ou VHF/UHF, muito provavelmente, no painel traseiro tem um conector de antena fêmea tipo UHF (SO-239) cuja área interna (no plano frontal) é um pouco superior a 1cm2 (um centímetro quadrado).
- Quando se compra numa farmácia, ou drogaria, por exemplo, uma conhecida marca de lubrificante oftálmico (colírio), leva-se um frasco com 15ml (quinze mililitros) de líquido.
Imagine "derramar" TÔDO o conteúdo deste frasco (15ml) no tal do conector fêmea UHF. Como quantificar?
Analogamente, imagine 150l (cento e cinquenta litros) "derramados" em cima de 1m2 (um metro quadrado) de área (lembre-se, também, que 1 litro pesa, aproximadamente, 1 kilo). Quantificado?
Aí está, então, a quantidade (calculei por baixo, uma vez que não disponho de aparelhagem para tal cálculo, porém, acredito que o valor mais próximo da realidade, talvez, seria um pouco mais de 200 litros) aproximada "derramada" pelo temporal, na Região Oceânica de Niterói, nesta terça-feira 06 de Abril.
Aproximadamente 150 litros por metro quadrado. Pela primeira vez na história da cidade de Niterói foi decretado, pelo Sr. Prefeito, Estado de Emergência.
A Imprensa divulgou 300 milímetros (calculado/arredondado para cima) "derramados".
Quantificado?
Sexta-feira, dia 25/09/09.
Não. Não vou me referir ao ocorrido no bairro da Tijuca, não. A mídia está fazendo isso e muitos irão dar seus depoimentos e opiniões. Isso é lá com eles.
O assunto aqui é sobre rádio, ou seja, iniciei às 15:33 (local) e finalizei às 16:37 (local) os contatos que estabeleci com:
CP, DJ, GI, IS0, KD, LA, OH, OM, PE, RN, RW, S5, UA e W7, sendo que não chamei geral em nenhum momento. Apenas respondi aos chamados.
Escutei, também, CT, EA, LU, OE, SP e VA (muito baixinho) sem os contestar.
E, é claro, uns brazucas (PY6, PT7 e outros dois) que não entendem o que significa "segmento de DX".
O menor sinal foi 4/4 de CP.
O melhor sinal foi 5/9+ de IS0.
A melhor reportagem que recebi foi 5/9 +20dB. de GI.
A pior reportagem que recebi foi de 5/6 de CP.
Em RN, RW e UA cheguei 5/8, na média.
A banda vocês sabem qual é, a Antena (tá lá no QRZ) estava direcionada para 35º (não mexi em nenhum momento) e a potência ficou entre 80/90 Watts no "pico".
"Propagacão ruim", né não?
Enquanto isso, as patetices e a arrogância imperam em certas QRG's do FM.
Ao ler a matéria postada pelo Sr. Editor do PTT, do dia 15/09/2009, observei atentamente o comentário emitido por este Sr., notadamente no trecho onde se lê: "A escuta do VHF no Rio de Janeiro, de uns 4 meses para cá, dá motivos....".
Creio que o Sr. Editor está sendo muito razoável e, talvez, na tentativa de poupar ou suavizar os leitores do PTT, escreveu -a meu ver- de forma muita branda.
Data Venia, Sr. Editor, permita-me uma correção, em Vosso texto, extremamente contrária ao Vosso pensamento, ou seja, "A escuta do VHF/220/UHF no Rio de Janeiro, há mais de um ano, dá motivos....".
Como escuta, também, acredito que o nosso hobby está recheado de maus exemplos praticados impunemente por alguns "maucanudos" (se a dita cuja escuta for atenta, percebe-se que reside num Grupo não muito grande de operadores) que teimam em denegrir nossa categoria, através da insistência de palavreado não apropriado, atitudes de irreverência para com a Legislação em vigor, bem como para Orgãos Públicos, total falta de ética quer pessoal, quer operacional, câmbios carregados de sentimentos inapropriados e de falta de respeito para com o cidadão, de forma generalizada, entre outras "pérolas".
Sr. Editor. Entendo que é muito desagradável alguém escrever fatos que retratam uma situação que não agrada a maioria. Mas a "maioria" está mostrando que não se deixa levar e não compactua com isso. Acredite.
A observação das atitudes desses "maucanudos", que "se acham", traduzem o que o Sr. está, obviamente, tentando dizer suavemente, porém, não duvide que estão cada vez mais isolados. Um dia, talvez, a "ficha" deles caia.
Quem viver verá.
De um certo tempo pra cá, surgiu uma "nova" rodada em HF.
"Nova"? Como assim nova?
Não escutei nada de "novo". Os operadores que por lá transitam são, praticamente, os mesmos das "outras" rodadas. Os mesmos senhoIres (lembram-se quando antigamente se dizia "senhoiras"?). Pois é. Que nem "nos antigamentes". Nada de "novo". Mas nada mesmo. "Tudo dantes como no quartel de Abrantes".
Os papos são os mesmos. Os mesmos caras sempre culpando a "falta de propagação" (mas não querem trocar suas Antenas), sempre enviando os tais "cumprimentos respeitosos à primeira dama", sempre e sempre repetindo e dizendo as mesmas coisas. Não muda. Nada muda.
A "turma" vai chegando, cumprimentando e, como sempre, ficando na fila só para -novamente- cumprimentar (depois de ter esperado um tempão) quando lhe é novamente devolvida a palavra pelo "comandante".
E essa coisa de "comandante" soa meio esquisito. Serão "soldados" que só podem falar após receberem a "ordem"?
Ah. Já sei. É a tal da tradição, né mesmo?
Foi estabelecido, então, um dogma radioamadorístico imutável?
Por quem? Por quê? Prá quê?
Será, também, por culpa dessa tal Sra. Tradição que não há renovação?
E os senhoIres ainda "metendo o pau" nas outras rodadas, com seus antigos "Zéca Diabo", "101 Eco", "7 Bravo" ou outros "cento e uns" da vida.
Tem um caretão aí que disse que comprou um rádio (não vou dizer que modelo é para não humilhar os nobres leitores)-que custa uma fortuna- e não vai configurá-lo, pois, prefere "default" de fábrica.
Escutei certo? Tô ficando doido? Pirei?
Ora bolotas. Se o tal rádio custa uma fortuna é por, justamente, oferecer, ao proprietário, uma série de recursos que são para serem configurados por este, entre outras coisas. Ou não é?
É ou não é mérmão? Se não, qual seria, então, a filosofia? Por que é uma fortuna? Diz aí ô. Diz.
Tem outro que disse que prefere o seu velho valvulado, pois, não quer saber de ficar bulinando nos 706as ou "esses radios moderninhos". E os ouvintes é que se danem para ficarem, à todo momento, "correndo" atrás do tal, uma vez que nunca transmitem na
freqüência. E não vem com esse papo de RIT ou Clarifier, pois, está cheio desses "senhoIres" todos donos da verdade e você é que vai bulinar o seu equipo para escutá-los. Haja Clarifier!! Haja dedo!
Uma "nova" rodada.
Já não escrevo faz é tempo.
Fico à me perguntar: Prá quê? Por quê?
Fico lendo o que os outros escrevem. "Se penso, existo".
O pouco que vejo na TV e leio nos jornais, quando não é a repetição desse sensacionalismo barato, chulo e vulgar, é só desgraça, deseducação e patetices, num processo lento e profundo que aliena cada vez mais mentes e cérebros. Informação consistente é pouca. As pessoas estão se deixando levar por um monte de inverdades, imagens chocantes e fortes que não contribuem em nada para a boa cidadania. Para que tanta violência explícita? O volume de informação se traduz nessa enxurrada globalizada de dados e imagens que distanciam o cidadão de um ambiente equilibrado e o envolve noutro pragmático, derrotista e alarmante. Para "separar o joio do trigo" é preciso tempo e paciência. Coisa difícil.
Aonde está a reação? Só nos artigos do Jabor? Só nas "cartas dos leitores"? Só no papinho furado de botequim de esquina influenciado pelos vapores etílicos? Nos almoços acadêmicos ou formais?
"Tá maus", como diríamos antigamente nas rodadas do pexéco.
Existem explicações que ancoram-se no "bom senso" mas, insisto: aonde está a reação? O bom senso fugiu? Desapareçeu? Escafedeu-se?
E vamos que vamos na Terra Brasilis. O País do futebol, da cerveja, das praias, das bundas, do Carnaval, do ôba ôba eterno e ..........
Sem reação.
Excelente invenção essa aí do Vox.
Muito legal operar em "Vox Control".
Porém, deve-se evitar o uso do "Vox" em RPTR's, por motivos óbvios, ou seja, a RPTR não vai parar de bipar. O cidadão fala umas poucas palavras e, quando respira, a RPTR cai. E tome bip, bip, bip, bip, bip.
Ô do Voz para, a RPTR bipa. E tome bip, bip, bip, bip.
Ô do Vox: Vai um bip aí sangue bom? Bip, bip, bip, bip, bip.
Olha o bip. Lá vem o bip. Lá vai o bip, bip, bip, bip.
E tome Vox e tome bip, bip, bip.
Encheu o saco mérmão?
Imagina para quem está escutando!!!
Olha o bip aí gennnnte....
HAJA.
Leo é radioamador, há vários anos e com longa experiência em DX. Sua estação está localizada na região oceânica de Niterói.
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