Por que certas coisas não mudam?
A Renascença (1300 a 1650) foi um período pelo qual a humanidade vivenciou e muitos historiadores afirmam que foi após a Idade Média.
Estamos fazendo, portanto, uma referência aos séculos XIV ao XVII.
Entendia-se, naquela época, que "em geral concorda-se em que um govêrno organizado e eficiente é a condição necessária ao desenvolvimento de uma cultura superior".
Dizem que "para bom entendedor, meia palavra basta".
Basta?
Está ficando esquisito. Aliás, já disseram que ficou faz é tempo. A baixa qualidade operacional já é corriqueira no Radioamadorismo tupiniquim.
Você liga o rádio, sintoniza uma freqüência de Radioamador e fica escutando.
E o que se escuta?
Rodadas com demasiada acentuação da forma, porém, caracterizadas pelo descuido do conteúdo; "Patrulhas" marcadas por uma retórica estéril e artificial que já tomaram conta de certas QRG's; conflito entre tendências intelectuais e emotivas que acentuam um característico terreno imbecil, fútil e tôlo; arrogância e prepotência explícitas de operadores que "se acham", entre outras coisas do tipo.
Estão praticando o cinismo regularmente, com atitudes pessimistas, papos derrotistas, e -principalmente- o desprêzo pela sociedade que se faz representar não só pela própria categoria (que aceita tudo isso numa boa), como pela escuta (quer seja ela oficial ou não). Este total desprêzo é verificado pela exaltação de um comportamento anti-ético e desprezível.
Intolerável. Quanta significação pequena.
Aonde foi parar o talento criador?
Aí, acontece uma coisa esquisita: Você escuta uma conversa -digamos- "normal" (pode-se discutir, depois, o que seria "normal"). O papo está fluindo bem. A temática desenvolvida segue uma ordem natural e ética. Os espaços entre câmbios são respeitados e a linguagem praticada é o idioma pátrio sem formas "dantescas" de comunicação verbal. Você consegue entender o que se diz. De repente, entra 2 tipos de palhaços de plantão. O primeiro vem com aquela estória de que acabou de instalar uma antena e quer saber "com quanto está chegando". E o outro tipo é o característico pateta, ou seja, vem elogiando o diálogo praticado, dizendo que é difícil se escutar um QSO daquele tipo e coisa e tal.
Moral de estória: Ambos (propositadamente ou não), interromperam a conversa.
Foi-se o "fio da meada". Para mim isto é mais do que patetice. Estou usando o termo "pateta" para ser educado, coisa que esses citados aí, não são.
E não me digam que ninguém sabia. Conversa fiada. Até um cão sabe quando fez uma coisa errada. Exemplo é o que não falta.
Mas é disso que a turma gosta? Então: "papa com erva".
Que se danem. Que o futuro seja "a prova".
"Quem viver, verá".
"A filosofia do antigo Egito era, principalmente, política e ética.
O mais antigo exemplo de filosofia ética está contido nas 'Máximas de Ptahhotep', que foi o Vizir de um dos Faraós da V Dinastia, por volta de 2500 a.C.. Tais máximas eram um trabalho que consistia em uns 40 parágrafos de sábios conselhos, deixados pelo Vizir, para a educação do filho. Cerca de metade deles visavam guiar o moço na consecussão do sucesso da vida. Outros, no entanto, recomendavam uma moral de teor mais alto.
O filho recebe os ensinamentos mas, acima de tudo, é aconselhado a ser reto e justo, mesmo com o sacrifício de seus próprios interesses, pois, "o poder da retidão é o único que perdura". O autor aconselha, também, o repúdio da cobiça, do orgulho e insiste na moderação e na continência.
A teoria ética egípcia foi a fonte na qual várias nações buscaram suas normas de moralidade pessoal e social, pois ela compreendia não somente a condenação do assassínio, do furto e do adultério, mas incluía, também, as elevadas concepções de justiça, benevolência e da igualdade de todos os homens.
Os seres humanos nos últimos 3 mil anos pouco mais fizeram do que copiar e adaptar conhecimentos e descobertas herdadas do Egito".
Em contra-partida, Egípcios à parte, "muitas vezes um Radioamador novato, ou mesmo um veterano, pode desenvolver maus hábitos e procedimentos de operação radioamadorística inadequada", daí a importância da ética operacional.
Se por um lado temos a ética pessoal/social como cidadãos, por outro lado, temos a ética operacional como Radioamadores.
Ética Operacional é uma disciplina, assim como Legislação ou Técnica Operacional, obrigatória para quem objetiva um COER e -principalmente- para aqueles que visam operar, ativamente, Estações de Radioamador.
Subtende-se, portanto, que um Radioamador, quando em QSO, além da conduta ética pessoal pratique, também, uma ética operacional adequada.
E daí?
Pra quê essa verborragia toda?
Pois vários operadores, nesses últimos tempos, simplesmente ignoram (muitas das vêzes propositadamente) os princípios básicos éticos (registrados nas apostilas para as provas, junto à Anatel) para uso das QRG's.
Por quê tanta falta de caráter explícito nos papinhos? Por quê a insistência no emprêgo de palavrões (já nem é mais palavreado chulo), palavras ou frases de duplo sentido, sentimentos negativos, impropérios dirigidos aos órgãos diretivos, propaganda comercial (tô vendendo um radinho aí. Tem alguém afim?) ou política, assuntos religiosos, desrespeito ao próximo (quem tem carro com embreagem é côrno), preconceito e afirmativas irresponsáveis (aqui, nessa freqüência, pode), entre outros mais?
"Os princípios éticos são a base de um radioamadorismo sadio, fraterno e construtivo".
"Todos temos o dever de evitar que as autoridades de comunicações nos venham ensinar o que já devíamos ter aprendido na convivência com pessoas educadas".
"Nossas obrigações perante os demais colegas radioamadores não se limitam apenas a dispositivos regulamentares. Mais importante é o uso do bom senso e de cortesia recíproca, ao compartilharmos as freqüências que nos são destinadas".
"Diga-me com quem andas e te direi quem és"
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P.S.: Para quem se interessar, posso disponibilizar a bibliografia
consultada e aqui registrada, entre aspas.
Para quem não sabe, tenho cães-de-fila desde 1989 e Otto é o nome de um dos cães que tenho hoje. Não tenho canil e não comercializo exemplares desta excelente raça genuinamente brasileira, apesar de que há quem afirme o contrário. Admiro os cães-de-fila por motivos pessoais e por ser conhecedor das qualidades desta raça, quando de procedência fidedigna. Já tive cães-de-fila "mestiços" e posso afirmar, com convicção, que o cão-de-fila de "pedigree" (para aquele(a) que pretende adquirir um ou mais exemplares) -decididamente- corresponde às características que se encontram registradas em sites específicos ou em literatura especializada sobre cinofilia. Territorialista, amor extremo ao dono, "guarda inexcedível", "ojeriza à estranhos" (este termo "ojeriza a estranhos" foi empregado, pela primeira vez, na pág. 423, do livro "O cão, nosso melhor amigo" de Luiz Hermanny Filho, em 1957, assim como, também, à pág. 180, do Vol. 1 do "Manual do Amador de Cães" de Eurico Santos, em 1989, tendo sido retirado das literaturas por consenso entre criadores e/ou outras pessoas que acharam como sendo um termo inadequado), "grande porte, ossatura e musculatura muito fortes", "não atrai simpatia à primeira vista", "não convida a uma maior aproximação", robustez, boa adaptabilidade e um bom apetite, são algumas das tais características. Chato mesmo foi o que ocorreu num determinado dia, na faixa de 40 metros (7Mhz.), quando estava escutando (corujando) um papo que rolava na freqüência e um tal de um Radioamador, que morava em Minas Gerais, afirmou com toda a veemência (digna de um grande "entendido" em assuntos "canídeos") que: "esse tal de cão-de-fila é um cão muito burro". Quase que eu caí da cadeira tamanha foi a minha perplexidade diante do que tinha acabado de escutar. Como é que é? Não suportei aquilo. Entrei na rodada e "carimbei o passaporte", ou seja, interpelei o tal "entendido" e tratei logo de discordar de tamanha injúria. O que é isso meu amigo? Como se pode dizer uma asneira dessas? É meu caro leitor. "Quem diz o que quer, escuta o que não quer". Não se pode concordar com tamanha besteira. Primeiramente: O que seria um cão burro? O que é ser burro? Qual seria a diferença entre um "cão burro" (isso existe?) e um "cão não burro"? Em segundo lugar: Como medir "burrice" em cães? Quais seriam, então, -em contra-partida- as outras qualidades que um "cão burro" deveria ter? Aí está um péssimo exemplo, assim como vários outros. O que não falta é gente que "se acha" e vai dizendo o que passa pela cabeça, sem medir as conseqüências. Quando será que as pessoas vão parar para raciocinar? Pelo sim, pelo não, sugiro uma boa leitura. E quando se falar em cães-de-fila, que considerem não só o nome do grande cinofilista brasileiro Dr. Paulo Santos Cruz, como entendam que cães, gatos ou qualquer animal merece respeito. São vidas que, inclusive, podem salvar a sua.
Leo é radioamador, há vários anos e com longa experiência em DX. Sua estação está localizada na região oceânica de Niterói.
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