Arquivos para: Maio 2009

19.05.09

Permalink 18:11:30, Categorias: Generalidades, 851 palavras   Portuguese (BR)

Cães de Fila

Recebi alguns e-mail's de pessoas que se mostraram curiosas sobre os Cães de Fila, após a divulgação da matéria do dia 13 de Maio.
Num primeiro momento, confesso que fiquei um tanto ao quanto intrigado, uma vez que o que não falta são sites sobre cinofilia, inclusive alguns só sobre os Cães de Fila, com muita informação.
Porém, à medida que li os textos, percebi que inexiste uma percepção do que seja criar cães de raça de proporções avantajadas, além de dúvidas básicas e até um certo preconceito expresso por um dos remetentes, o que não é nenhuma novidade.
"Tudo nos conformes". Normal.
Otto
Raças de cães de grande porte (Mastiffes, Mastins, Dógues e Filas, entre outros) não são muito observados nas grandes cidades. Creio que muitos proprietários não se sentiriam a vontade para levar um cão pesado e forte, mesmo tendo sido muito bem adestrado, para dar um passeio por parques, jardins e "calçadões" das praias. Os pedestres ou transeuntes sentem-se amedrontados. Só de ver a fucinheira já assusta. Isso cria um clima de desconforto, para não dizer das reais possibilidades destes cães virem a sujar o ambiente, o que seria muito desagradável.
Existe, é óbvio, outro fator determinante que é a do citadino habitar em apartamentos, o que torna inviável a criação destes grandes cães.
As informações básicas encontram-se nos sites específicos. Procure um site de busca e digite cães ou cão de fila e ...... pronto! Está tudo lá. Não preciso repetir tais conteúdos.
Como "Fileiro" há duas décadas, digo que é realmente necessário que se leve em consideração alguns fatores, por mais óbvio que possa parecer. Cães de Fila necessitam de espaço (mas vivem grudados no seu pé. Se você deixar, dormem em cima da cama) para andar e se exercitar. Daí, não ser tão usual passear com eles na rua, quando você (e eles) dispõem de uma boa área que, também, é necessária para o correto adestramento.
Cães de Fila, obrigatóriamente, deverão ser adestrados. Não devem ficar confinados no canil. Canil é para o descanso/repouso ou para ficar trancado, quando chega o visitante.
Todo cuidado é pouco, em se tratando de visitantes. Atenção redobrada, neste quesito.
Em contra-partida, não acredite jamais, quando souber por alguém ou ler no jornal, que um cachorro é isso ou aquilo, pois atacou alguém que "pulou o muro" ou "invadiu" uma residência. Cães de guarda (e aí se incluem os Rottweilers, Dobermanns, Cães de Pastor, etc.) são o que são. É do instinto deles. São animais territorialistas e não toleram intrusos. Isso é notório e sabido.
Frida
O dono de um Cão de Fila deverá ser firme, porém, afetuoso. Cães de Fila são meigos, dóceis e sensíveis, apesar de que existe preconceitos contra a raça. Para este tipo de canídeo, você é propriedade deles. Não são agressivos para com os donos. Não são intolerantes com as crianças. Isso, entre outras coisas, é pura lenda. Cães, de forma geral, devem ser adestrados, para que não surjam condutas impróprias. Caberá ao proprietário a finalidade do adestramento.
Recomenda-se que qualquer pessoa ANTES de adquirir um animal para criar, procure orientação adequada.
Cães de Fila são indicados para a lida do gado, guarda de propriedades, vigias, etc.. Evidentemente, não são cães de luxo. Poderão "desfilar" nas competições sem nenhum problema.
Quanto a tal "ferocidade extrema no ataque" e a "mordedura em tesoura profundamente traumática e dilacerante", posso dizer que você não vai querer saber o que seria um ataque de um cão de fila. Não estou me referindo àqueles dos adestramentos não. Já tive a péssima experiência de presenciar um ataque, na minha casa, entre 2 cães que tive. É simplesmente horripilante. A raiva que eles deixam visível é estarrecedora. O semblante é uma coisa indescritível. Nem em filme de terror. As mordidas são mortíferas e aterradoras MESMO. Não existe adjetivo capaz de contextualizar uma coisa dessas. Depois, o Veterinário levou mais de hora para costurar os estragos. E olha que o couro deles é bem duro e foi uma sangueira danada espalhada pelo chão. Você não vai querer imaginar mais, vai? Você perderia o sono meu caro! Um pesadelo só. Esqueça isso.
Histórias é o que não faltam.
Ter um Cão de Fila requer cuidados. Alimentação balanceada e controlada (são muito glutões), higienização do ambiente (são grandes, então, "fazem" muito. Deixam lá no chão para você catar, todo dia, e para você lavar, também) de forma contínua, limpeza dos dentes, banhos, o canil ou local de descanso deverá ser limpo, arejado e abrigado das intempéries, sendo que o cão não deverá ser exposto ao frio por motivo fútil.
Cães de Fila são muito brincalhões. Apesar do tamanho e do peso, adoram uma atividade ao ar livre e exercícios/brincadeiras com bolas ou pedaços de pano são muito bem-vindos.
São muito ciumentos e isso deve ser observado com atenção.
Enfim, RESPEITE o seu cão. Não o trate como uma criatura hostil. Quando ele ficar idoso, dependerá muito de você.
Consulte sempre o Médico Veterinário e aconselhe-se com ele. Mantenha a Caderneta de Vacinação em dia. Não dê remédio ao cão, sem a devida orientação médica veterinária.
E.
Seja feliz.

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18.05.09

Permalink 20:16:45, Categorias: Radioamadorismo, 362 palavras   Portuguese (BR)

Quebrar o "OVO"

Após a postagem da matéria "Esses dois aí", recebi um e-mail muito interessante onde o remetente me questiona sobre qual(ais) seria(am) a(s) alternativa(s) para reverter a atual crise pela qual sofre o Radioamadorismo brazuca e que eu, assim como outros poucos, venho comentando.
Difícil este questionamento. Complicado.
Entendo a preocupação do distinto colega, até por que sinto-me tão vítima quanto ele, uma vez que não concordamos com a forma tão antiética, inadequada e descortês dos insistentes protagonistas de tal situação.
Longe de mim ter a capacidade de poder apresentar uma estratégia, ou solução, viável para tal ocorrência tão caótica e lamentável.
Creio que a péssima operacionalidade escutada nas frequências do espectro de radiofrequência que nos é outorgado não é à-toa. "Nada é à-toa". Existe uma origem e estamos cientes da perpetuação destas práticas, costumes e pensamentos inapropriados que advém do passado.
Não acredito que chegamos a tal ponto, sem um conjunto ou uma série de êrros. Evidentemente, muitas são as explicações e muito pode ser dito sobre isto.
Se a idéia é opinar, trocar raciocínios e imaginar prováveis soluções, talvez, um primeiro passo a ser dado seja o de quebrar o "ovo".
"Para se fazer uma omelete é preciso que se quebre o ovo", ou seja, se o objetivo é reverter a situação, torna-se necessário "quebrar"/modificar/alterar a forma/o jeito como se pratica o Radioamadorismo hoje.
Chega a ser hilário querer escrever o que todos sabem.
Não adianta repetir essas coisas. Basta ler ou reler o que eu e outros Radioamadores já disseram sobre isso. Basta ler a Apostila de Ética. Basta ler qualquer artigo ou matéria publicada que explique como proceder, como operar adequadamente uma Estação de Radioamador. Isso é coisa mais do que manjada.
Aqui, no Rio, eu e vários colegas já quebramos o "ovo".
Ontem mesmo, Domingo, escutei na RPTR da Ilha Rasa, dois PU's que estavam dando uma verdadeira aula de como operar corretamente suas Estações. Espaços de câmbio respeitados, câmbios contextualizados, educação, respeito, etc.. São PU's, mas quebraram o "ovo", na boa.
Talvez gostem de uma boa omelete, assim como eu.
E aí meu? Vai quebrar o "ovo"?
"Quem viver, verá".

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15.05.09

Permalink 12:49:12, Categorias: Generalidades, 482 palavras   Portuguese (BR)

O Triste Canto das Vitórias-Régias

VRegia

Um "amigo oculto" me pediu para divulgar esta "pequena historinha", de sua autoria, uma vez que ele não tem blog e nem muito tempo disponível.
Se não:
"Permitam-me fazer uma pequena analogia baseada em um pequena historinha.
É triste o canto da Vitórias-Régias no Jardim Botânico ( JB ), do Rio de Janeiro. Digo "canto" no duplo sentido da palavra, pois, atualmente esse lugar é de desolação e sem música ....... De fato, nos dias de hoje, essas maravilhas da natureza pararam de dar o ar de sua graça para nós, oh pobres mortais.
Mas ... porquê?
Deixe-me explicar!
A foto acima foi tirada por mim (sou, também, um apaixonado por fotografia, entre outras coisas), pelos idos de 2001, época que éramos felizes e não sabíamos.
No início de 2008, participei, com minha esposa, de um passeio por esse santuário da botânica, que é o JB. Nossa guia (ou monitora), uma simpática estudante, a cada passo, nos contava as estórias e outras "cositas más" associadas às plantas e árvores que nos cercavam sendo que algumas, inclusive, foram plantadas por Dom Pedro II (que chique meu!).
Ao chegarmos ao lago das famosas Vitórias-Régias, .......... o choque.
Não tinha uma, sequer, para admirarmos. O lago era um espelho de água turva e triste que contrastava com a beleza das demais árvores, observadas minutos antes. Veio a pergunta que não queria calar.
"Porquê?"
Perguntei, então, à guia que, com um ar soturno, respondeu-me nestas palavras: "Os casais de namorados, que freqüentaram todos esses anos o JB, 'divertiam-se' jogando pedrinhas, brincando de tiro ao alvo" e, a medida que as lindas Vitórias-Régias se encheram de pedras em seu berço floral, foram sucumbindo a lei da gravidade e afundaram inevitavelmente. Dormem no fundo do lago (provavelmente, em sua infinita sabedoria, afundaram pensando: "se não nos querem, por que ficar mostrando nossa beleza à todos?").
Analogamente, substituiremos as Vitórias-Régias pelos brilhantes Radioamadores que perdemos, ou que se calaram, e o "canto" pelo ótimo papo que, às vezes, varavam a madrugada a nos encantar pelo conteúdo e riqueza, aquela troca de experiências enriquecedora.
Substituiremos, o lago pela "grande e nobre" faixa do Radioamadorismo e, principalmente, não nos esqueçamos de substituir os casais de namorados pelo "grupinhos" da mesmice à que se resumiu boa parte das faixas que escutamos. Substituiremos (se não for pedir muito) as pedrinhas (Óh infames e famigeradas pedrinhas!!!) pela soberba, pela fogueira das vaidades, pela prepotência, pela impáfia e cara de pau, pela impunidade, pela arrogância, enfim, ....... Tirem suas próprias conclusões sobre esta comparação que dá margens a uma grande reflexão.
Ah, sim!
Muito importante: Podemos substituir, também, as Vitórias-Régias que, como galeões afundados dormindo no fundo deste sinistro lago, pelos rádio-escutas que, na coruja, escutam tudo e nos deixam com uma enorme saudade, sem nos esquecermos do grito de guerra das Vitórias-Régias antes de afundarem quando resolveram que já era tempo de parar de dar pérolas aos porcos.
E fiquem com Deus !!!".

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13.05.09

Permalink 07:17:13, Categorias: Generalidades, 233 palavras   Portuguese (BR)

Esses Dois Aí

FridaOtto

Esses dois aí não são "primos", não dão "portadora", não são "gatilho rápido", não estão no "skype" te malhando pelas costas enquanto você está fazendo um QSO, não te traem, não semeiam o "pomo da discórdia", não são os "donos da verdade" e -PRINCIPALMENTE- não abrem a boca para dizer asneiras.
Da boca desses dois aí só saem latidos, uivos, gemidos, rosnados e muita baba pois, óbviamente, são cães e não apresentam a sintomatologia descrita acima, tão característica de "certos Radioamadores".
A "raça" destes "certos Radioamadores" é tão "irracional" que emporcalha o nosso habitat (leia-se nossas freqüências de rádio) espalhando suas "necessidades" (que só os psiquiatras explicam) impunemente.
Até quando se escutará tanta "porcaria", via éter, e se constatará tanta falta de ética, como à destes "certos Radioamadores"?
Ah.
Antes que eu me esqueça.
Não convide esses dois aí para um churrasco, uma vez que o resultado poderá ser igual ao de "certos encontros de Radioamadores", onde alguns dos tais "certos Radioamadores", verdadeiros "irracionais", só vão para comer, posar para as fotos e, depois, "arrotar".
HAJA!!
Observações sobre esses dois aí: São genuinos canídeos representantes da raça Fila Brasileiro que, em alguns Estados do Brasil, são "chamados de onceiro, cabeçudo, boiadeiro cabeçudo".
"Raça típica da família dos Molossóides" que se destaca pela guarda de propriedades, profunda afeição pelo dono, ferocidade extrema no ataque, mordedura em tesoura profundamente traumática e dilacerante, entre outras características.

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08.05.09

Permalink 19:51:30, Categorias: Generalidades, 337 palavras   Portuguese (BR)

É por aí, Perua?

A amiga da minha amiga é uma tremenda de uma perua (se escreve pirua??).
Não que eu, ou qualquer um, tenha algo a ver com isto. Isso é lá com ela e com o ego dela mas, vê se não não tá pegando alguma coisa aí, ó, se não:
Todos sabem que a popozuda simpática tem marido rico, conduz carro próprio, tem filhas "lindas, maravilhosas e gostosas", tatuagens à mostra, é frequentadora de academia de ginástica e shoppings, está sempre produzida e porta aquelas bolsas enormes com 3 celulares.
Nada contra.
E.....
"Até por que ninguém é de ferro", tem o seu "namoradinho".
Todos sabem disso.
"Quem pode pode, quem não pode, aplaude". Ou então, "se sacode".
Difícil não é a distinta "gozar" a vida. Deve ser bom para ela que "tá podendo" e, evidentemente, "se acha". Dureza é escutá-la.
Que moral!
Aí.....
Na semana passada, ela caiu de cama muito adoentada.
Preocupados, todos ligam para os 3 celulares e.....nada.
Ontem, a amiga foi conferir lá no AP dela para saber como ela estava de saúde.
Retornou e informou, à todos, que a situação está muito difícil. Quase que grave. Hoje, sexta feira, o médico trocou a medicação e os próximos dias serão determinantes. Talvez, seja necessária a internação hospitalar.
Agora que você, nobre leitor, já leu o roteiro vamos, então, às perguntinhas da "produção do programa":
- Quem é que está cuidando da perua (e pagando as contas) que se encontra acamada em casa? O "namoradinho" ou o "côrno"?
- Por que ela não atende aos 3 celulares? Será que ela está com medo do "namoradinho" ligar e o "côrno" atender?
Que belo exemplo para as filhas ("lindas, maravilhosas e gostosas") e para a sociedade que, é claro, tudo sabe.
Que moral!
Certamente, "ninguém merece" mas, é por aí, perua?
Não sei se fico com "dó" das filhas ("lindas, maravilhosas e gostosas), do "côrno" ou do tal do amante que está na mão, sem poder vê-la, se é que você me entende.
É por aí, perua?
Que moral!?

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Blog do Leo - PY1LJ

Leo é radioamador, há vários anos e com longa experiência em DX. Sua estação está localizada na região oceânica de Niterói.

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